Não basta apenas viver, é preciso sonhar.
Muitas vezes sonhamos de olhos abertos e podemos ver nossa realidade exposta e o avesso de nossa alma, que mostra de forma explícita nossos enganos.
Vemo-nos diante de folhas secas, e junto delas a percepção de todas as nostalgias, presunções, fantasias, deslumbramentos, amor antigo, pensamentos vagos que nos levam a abordar o passado, tentando ver o que nos desalinhou e decepcionou a nós mesmos e as outras pessoas.
Quantas absurdas soluções levaram-me ao nada... Jurei muitas vezes, a mim mesma, que não repetiria essa trajetória sem prumo, agarrada à minha insensatez, pensando ser a dona do mundo...
Posso notar que hoje as decisões da rotina de minhas atitudes são bem menores. Previno-me contra infelicidades futuras, confidenciando-me, comigo mesma, normas para traçar meu caminho, mesmo que seja em chão duro, em meio a folhas secas.
Caem em meu caminho, fazendo-me caminhar por entre elas em reminiscências mais conscientes e sutis. Mesmo que me deixem em chão árido, sinto-me possuída de energias acalentadoras que enlevam minh'alma. Guardo-as em folhas marcadas de livros, onde, com o tempo, já não serão 'folhas', mas uma só folha.
Para manter minhas lembranças, por precaução, às vezes tomarei as folhas em minhas mãos. Nelas guardo minha história. Darei uma olhadinha nas folhas antigas, que são a história de todas as infelicidades que eu mesma plantei. O tempo passará e apenas uma folha restará. Será a prova de que realmente restam apenas recordações vagas.
Terei o meu jardim, onde olharei as flores que cobrirão as folhas secas... Tudo será passado. Que nesse dia eu tenha toda a glória e o esplendor mostrando a saída de minha fragilidade humana, para a entrada no infinito de meu grito prensado em meu coração.
Que a felicidade, mesmo que não duradoura, faça-me saltar para a frente, sem receio, abortando-me de hábitos que me levam ao descuido de minha segurança emocional. Que eu possa dançar, mesmo à beira do abismo, cantando melodiosamente, segurando um grito. Quero acampar meu sorriso, mesmo que emanando cinismo e ironia, aprendendo a rir de mim mesma, e que assim me revele ao mundo.
Voltarei a cantar as cantigas esquecidas e serei outra vez uma fortaleza, não a redoma que me afastou do mundo. Voltar aos tempos de criança, em uma cantiga de roda, ou em um carrossel... meu rosto ao vento, encarando a vida como uma aventura.
Quero recomeçar... mas ainda não tentei.
E você, já sentiu-se assim, como eu?
Folhas Secas
Mesmo caindo, as folhas mostram
o meu resfôlego...
para dizer que te amo ainda.
Sutilmente, nas folhas secas, o meu amor existe.
As folhas caem e suavizam meus sonhos.
São como cristais que rolam quentes de meus olhos
por sentirem a falta sua
ao lembrar de seu sorriso, seu perfume...
Durante a vida, não usarei a força
para destruir as folhas secas
que foram colocadas no meu caminho.
Usarei a minha alma para colocá-las
à margem da estrada,
onde jamais me incomodarão.
Meu coração pulsa feliz.
Debruço-me sobre as folhas
jogadas ao vento pela natureza
e torna-se mágico este lugar.
Me embalo na paixão de viver.
São folhas cheias de mistérios...
reminiscências, utopias, magia e devaneios...
para dizer que te amo ainda.
Sutilmente, nas folhas secas, o meu amor existe.
As folhas caem e suavizam meus sonhos.
São como cristais que rolam quentes de meus olhos
por sentirem a falta sua
ao lembrar de seu sorriso, seu perfume...
Durante a vida, não usarei a força
para destruir as folhas secas
que foram colocadas no meu caminho.
Usarei a minha alma para colocá-las
à margem da estrada,
onde jamais me incomodarão.
Meu coração pulsa feliz.
Debruço-me sobre as folhas
jogadas ao vento pela natureza
e torna-se mágico este lugar.
Me embalo na paixão de viver.
São folhas cheias de mistérios...
reminiscências, utopias, magia e devaneios...
Ao final do dia, o brilho do arco-íris
me arrebatará dessa paixão.
me arrebatará dessa paixão.
Ao anoitecer, anjos em sentinela
me guardarão descendo do céu,
cobrindo-me de estrelas.
Em meio a essa magia, embriagada por enlevos,
derramarei meus últimos cristais.
Abortada desse amor, não terei mais ais...
me guardarão descendo do céu,
cobrindo-me de estrelas.
Em meio a essa magia, embriagada por enlevos,
derramarei meus últimos cristais.
Abortada desse amor, não terei mais ais...
Perder-me por amor – não mais.
Lídia Valéria
Fácil percorrer a estrada do ideal
entre as flores do próprio reconhecimento,
questionando as dúvidas guardadas.
A luz da razão nos orienta que somos como o Sol
e a Água vertente atrás de nossa consciência.
Lídia Valéria